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5 mulheres que revolucionaram a Educação

 

Neste mês de março, em que celebramos o Dia Internacional das Mulheres e o Dia da Escola, a SAE+C homenageia mulheres que marcaram a história da educação pelo mundo.

Ainda hoje, é comum quando nos referimos aos grandes pensadores, pessoas renomadas na Educação, ouvirmos apenas homens como Paulo Freire, Jean Piaget, Lev Vygotsky, entre outros, sendo citados. Excluídas de muitos relatos históricos, as mulheres deram importantes contribuições para a construção da educação no Brasil e no mundo. Em celebração ao Dia Internacional da Mulher relembramos aqui a história de algumas delas.

 

Anne Sullivan

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Anne Sullivan com Hellen Keller / Biblioteca do Congresso, EUA

A educadora americana, que viveu entre 1866 e 1936, perdeu a visão quando criança. Aos 20 anos, depois de se formar na escola, foi contratada como professora particular de Helen Keller, que, com a ajuda de Sullivan, se tornou a primeira pessoa cega e surda a se tornar bacharel na história, tendo se formado em Filosofia.

Foi por meio do tato que ela ensinou a menina a reconhecer objetos e associá-los a palavras. Assim, Keller se tornou fluente em inglês, francês e alemão, e ficou proficiente em braile e em linguagem de sinais na palma da mão. A história virou peça de teatro e, posteriormente, o filme “O Milagre de Anne Sullivan” de 1962.

 

Maria Montessori

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Retrato de Maria Montessori / Wikimedia Commons

Maria foi a primeira mulher a se formar em Medicina na Itália, mas não pode seguir carreira por não poder estudar e atender homens. Assim, ela iniciou os estudos sobre o aprendizado de crianças. O seu método educacional, que leva o seu nome (Montessori), é aplicado até hoje em escolas públicas e privadas de todo o mundo.

Em 1907 ela criou a primeira “Casa dei Bambini”, onde aplicava a ideia de “educação para a vida” e a formação integral dos indivíduos.

A educadora acreditava que as crianças eram capazes de conduzir o seu próprio aprendizado. Assim, seu intelecto se manifestava automaticamente em seu próprio ritmo. Além disso, para ela, os professores eram apenas responsáveis por acompanhar esse processo - dessa forma a pedagoga se inseriu no movimento da Escola Nova.

 

Emília Ferreiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Emília Ferreiro / Rogério Albuquerque

A psicóloga e pedagoga argentina, radicada no México, analisou e desvendou os mecanismos pelos quais as crianças aprendem a ler e escrever. Isso revolucionou a maneira de se pensar a alfabetização e influenciou a educação brasileira a partir dos anos 90.

Fez doutorado na Universidade de Genebra, sob orientação de Jean Piaget, e focou seus estudos em investigações sobre a escrita. Em 1979, em parceria com a pedagoga espanhola Ana Teberosky, lançou o livro "Psicogênese da Língua Escrita". Sua obra influenciou tanto os educadores brasileiros que até mesmo os Parâmetros Curriculares Nacionais são inspirados em seus estudos.

Ela foi responsável por inverter a lógica tradicional de educadores que, até então, se preocupavam com a aprendizagem apenas quando o aluno parecia não aprender.

 

Dorina Nowill

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dorina Nowill / Fundação Dorina Nowill

A educadora Dorina Nowill perdeu a visão aos 17 anos e foi a primeira aluna deficiente visual a frequentar um curso regular na Escola Normal Caetano de Campos, em São Paulo, onde se formou como professora. Posteriormente, se especializou em Educação de cegos na Universidade de Columbia, em Nova York.

Em 1946, criou a Fundação para o Livro do Cego no Brasil e, em 1948, fundou a primeira imprensa Braille em grande escala do país, que imprimia livros didáticos e outros documentos. Dorina também dirigiu a Campanha Nacional de Educação de Cegos, do Ministério da Educação e Cultura (MEC), que criou os primeiros serviços de Educação de deficientes visuais no país, além de lutar pela abertura de vagas para cegos no mercado de trabalho.

 

Êda Luíz

 

 

 

 

 

 

 

 

Êda Luiz / Revista Época

“Dona Êda”, como é conhecida, foi coordenadora pedagógica do Centro de Integração de Jovens e Adultos (Cieja) do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. Sob sua gestão, a instituição se tornou referência como escola aberta e acolhedora para quem foi excluído de alguma forma, desenvolvendo, assim, um modelo de escola democrática.

A iniciativa virou referência nacional com seu modelo de educação, sendo reconhecida como "Escola de Educação Transformadora para o Século XXI", em 2017, pela UNESCO - uma das duas únicas escolas no Brasil a receber esse título.

Ela já foi também professora em escola rural e na antiga Fundação Estadual do Bem Estar do Menor (Febem). Já em 2018, aos 70 anos, Êda decidiu se aposentar.

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