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Volta às aulas: como se adaptar a uma rotina pós pandemia?

Depois de um 2020 de escolas fechadas, 2021 começou com a previsão de que haveria maior definição sobre a retomada das aulas presenciais. Estados organizaram seus calendários e planejaram o retorno parcial dos alunos para as salas de aula, em geral, para este mês. Famílias e escolas começaram a se preparar para a volta à rotina com adaptações especiais para a situação que vivemos. Segundo dados da Unesco, a primeira onda da pandemia interrompeu as atividades escolares em mais de 190 países, afetando 1,57 bilhão de pessoas, o equivalente a 90% dos estudantes do mundo.

Desde setembro de 2020, 11 estados brasileiros anunciaram planos para reabrir gradualmente suas escolas, enquanto os demais ainda se organizam para a tarefa. Uma resolução aprovada pelo CNE (Conselho Nacional de Educação), em outubro, estabeleceu um roteiro para a retomada gradual, transformando os anos letivos de 2020 e 2021 em um único bloco curricular, evitando a possível reprovação e evasão de alunos no ano que se inicia.

Com medo, os docentes se sentem inseguros e ponderam as possíveis consequências de uma maior circulação de pessoas em cidades que, mesmo em meio a uma pandemia, ainda têm ônibus e metrôs lotados. Em um país com desigualdades gritantes como o nosso, preocupa a condição das escolas de cidades Brasil afora, especialmente as da rede pública. Em meio a essa encruzilhada, estão as crianças e adolescentes que dependem da merenda para ter uma refeição e que encontram no pátio da escola um ambiente seguro, livre de abusos que podem acontecer na rua ou até mesmo dentro de casa. Está também o aprendizado e o desenvolvimento de toda uma geração

Um dos grandes desafios do gestor escolar nesse momento é dividir a atenção entre a gestão pedagógica, a gestão administrativa e a segurança da instituição.

Um estudo feito por pesquisadores das universidades de Estocolmo e de Uppsala, divulgado em outubro no repositório medRxiv, mostrou que a exposição de pais de alunos à doença levou apenas a um pequeno aumento de casos no grupo das escolas abertas, em comparação com a média da população. Mas um efeito significativo foi observado entre os professores, cuja taxa de infecção foi duas vezes maior entre os que seguiram com atividades presenciais. Em favor da volta às aulas, há a constatação óbvia de que os estudantes estão sofrendo prejuízos no processo de aprendizagem, sem mencionar os efeitos das restrições sociais na saúde mental de crianças e adolescentes. Por outro lado, colocam-se em risco os docentes que ainda não foram vacinados.

A desigualdade que já marcava o sistema educacional brasileiro possivelmente se tornou mais aguda durante a pandemia. A recomendação é que as escolas reorganizem os currículos de modo a valorizar as competências e habilidades consideradas mais essenciais, como leitura, escrita, raciocínio lógico e pensamento criativo, respeitando as normas de biossegurança exigidas sem prejudicar aqueles que optaram por permanecer em casa. Para isso, muitas instituições devem aderir ao ensino híbrido, anteriormente abordado em nosso blog.

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